CAPITULO VII

TENHO OUTRA MULHER ...

MAS SÊ COMPREENSIVA ...

Os Cabindas têm um provérbio que nos dá a sua mentalidade no tocante à fidelidade conjugal:

«A mulher casa. O homem não.»

A mulher, que esteja noíva, é já considerada pertença exclusiva do seu noivo. Uma vez casada, essa propriedade é ainda mais absoluta. Uma falta por infidelidade era suficiente para o repúdio, e para sanções físicas e monetárias.

Porém, o homem casado não, ficava ligado ao compromisso de fidelidade. Todos os seus devaneios eram considerados como coisa normal. Segundo eles, o homem não se podia contentar só com aesposa, e por isso podia ter as mulheres que quisesse. O seu valor, a sua riqueza, mediam-se até pelo número de concubinas...

Esposas havia que se não calavam diante da presença de outra mulher, acompartilhar com elas da vida matrimonial. Algumas, porém, tudo perdoavam e consentiam, mas fora da vista. Portanto não admitiam que o marido trouxesse para casa a concubina. Outras, per sua vez, ou por falta de brio, ou por não terem família para onde ir, com tudo se calavam.

Neste capítulo, veremos o homem a confirmar a presença, na sua vida, de outra mulher, mas que arreganteniente recorda à legítima esposa que tal é a lei, os usos e costumes da terra. E que o melhor é... calar e andar.... fazendo de conta que nada sabe.

 

 

TESTO N 75

(Diametro: 17 cm)

Figuras :

1) Perdiz em cima de um morro de salale

2) Concha Sungo

3) Fruto Chiali-mioko

4) Concha Ta-nsosso

5) Fruto Ntumpu-Mvemba

 

 

 

 


 

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